Testemunho: Amtrol-Alfa

Segurança e Inovação são a aliança do maior fabricante de cilindros de gás da Europa, recentemente adquirida pela WORTHINGTON INDUSTRIES, que com 50 anos de experiência procura o melhor desempenho diário em cada produto.
É uma empresa certificada pelo Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001) tendo recentemente efetuado a transição para o novo referencial 9001:2015.
Confirme o testemunho da Amtrol-Alfa.

1. Certificada desde 1993, a Amtrol-Alfa efetuou recentemente a transição para o novo referencial: 9001:2015. Tendo em conta a experiência e o conhecimento nos referenciais anteriores, quais as principais diferenças que encontraram na aplicação da 9001:2015?
Considero que a nova norma, em si, não trouxe muitas diferenças e dificuldades para a Amtrol-Alfa, em grande parte porque dispomos de uma visão prática e de uma cultura organizacional enraizada. Por exemplo, a nossa gestão sempre esteve envolvida na definição e análise dos objetivos, por isso a necessidade do envolvimento da gestão de topo, definida por esta nova norma, já não é uma prática nova na Amtrol-Alfa .

Claro que surgiram algumas dificuldades, como foi o caso da análise de risco e o envolvimento de todos os responsáveis de processo, que tornou as decisões mais lentas, por estarem todos envolvidos e por não existir tempo suficiente para dar seguimento a tudo nas datas indicadas. No entanto, considero que este novo referencial veio desbloquear a ideia de que o SGQ é só papéis e que tem de ser mantido com papéis. As pessoas começam a perceber que o SGQ é uma forma de gestão que tem de ser fundamentada e os processos e procedimentos acabam por auxiliar na sua gestão.

2. Como decorreu o processo de transição?
O processo de transição correu bem . Claro que em muito auxiliado pela Q4E que contribuiu sempre com uma visão e interpretação diferenciada , mas também porque temos um sistema maduro, que tornou mais fácil o transpor de alguns pontos para os novos requisitos.

De forma geral, a maior dificuldade neste processo foi o tempo necessário para o mesmo. Iniciámos o processo de transição um pouco mais tarde e como temos uma cultura de envolvimento de todas as pessoas, pois queremos dar a conhecer, mostrar o que altera e não altera, porque vamos por determinado caminho e não outro, tudo isso contribui para atrasar o processo. Mas é uma questão de cultura organizacional e o ganho é sem dúvida maior.

Foi sem dúvida um exercício interessante, o conseguir que as pessoas pensem de outra forma, o ter uma visão mais crítica e que os responsáveis do processo passem a ver a gestão da empresa e não só do processo, mas ainda não foi possível parar e analisar o proveito de tudo isto.

3.Sendo já um sistema maduro qual é a mais-valia do SG para a Amtrol-Alfa?
Na Amtrol-Alfa sentimos que não devemos trabalhar para um SG, ou seja, ele deve existir para ser a base do nosso trabalho diário . Mais de 90% das nossas tarefas diárias estão sustentadas no SG e isso para mim é muito gratificante. Claro que existem requisitos que temos de fazer cumprir e evidenciar em auditoria, mas de resto o SG existe para nós e uma empresa como Amtrol-Alfa funciona porque o SG é o motor que liga e prende os diferentes processos que temos em termos de produtos.

O SG é uma coisa básica que qualquer empresa deve ter. Devemos tê-lo e integra-lo na nossa realidade, cultura e sistema, da forma mais adequada . É o criar um sistema integrado no que se faz. A grande vantagem é não estar todos os dias com a preocupação de estarmos a cumprir com a conformidade do produto, porque já temos um sistema que nos garante.

4.Com uma cultura organizacional preocupada em melhorar a qualidade dos processos e do sistema, que projetos se seguem?
Fomos recentemente adquiridos por um grupo industrial americano, WORTHINGTON INDUSTRIES, e estamos agora numa fase de transição, pelo que estamos também a integrar uma melhoria contínua transversal com uma equipa dedicada a nível operacional – projeto Transformation 2.0, que é uma metodologia do grupo, uma ferramenta de melhoria adaptada ao produto.

Falando apenas sobre o SGQ faz sentido não estagnar e evoluirmos para projetos de excelência . Para nos diferenciar dos nossos concorrentes temos de ter políticas que estes não têm, de forma a sermos reconhecidos por isso.

5. Com que técnicas e competências contribuiu a Q4E neste projeto?
A Q4E tem uma visão muito prática da qualidade , faz “sair da caixa”, pensar e levantar questões, e isso é muito bom. A consultora da Q4E soube integrar-se na cultura da organização, é uma pessoa prática, que apesar dos obstáculos, que por vezes estes processos enfrentam, soube manter o fio condutor e os timings a cumprir, abordando os problemas e dando sugestões, sempre com uma postura ética .

Sandrina Matos - Diretora da Qualidade


Data:
Setembro 2018

Autor: Q4E

Categoria: Voz do Cliente