Senso Lean

Uma pesquisa banal num qualquer motor de busca pode permitir encontrar a imagem de um recipiente farmacêutico em cujo rótulo se pode ler: “LEAN – Caution: contains common sense”. A representação humorística revela uma interpretação sarcástica da metodologia LEAN e corresponde, apesar de tudo, a uma perspetiva da abordagem que absorve (alguns dirão, copia) o sistema de produção Toyota. Na verdade, uma análise mais crua sobre algumas das metodologias que estabelecem o sistema, pode inferir uma sequência de passos que, à primeira vista, se apresenta como básica ou trivial.

Vejamos um pouco mais ao detalhe uma das metodologias mais divulgadas e consensuais: os 5S.
- Eliminar (Seiri),
- Organizar (Seiton),
- Limpar (Seiso),
- Padronizar (Seiketsu) e
- Disciplinar (Shitsuke),
define uma aproximação sustentada para que os locais de trabalho (e não só) se regulem de modo a que tudo esteja no devido lugar, na condição necessária e devidamente disponível, de um modo que potencie os trabalhos que dentro dessa área sejam desenvolvidos, minimizando erros, acidentes e desperdício.

Diz o senso comum que potenciar a disciplina ou a padronização de uma área sem eliminar previamente o que não pertence à mesma seria tarefa impossível. Do mesmo modo, organizar uma área, mas posteriormente não definir de que forma se deve manter essa área, transforma todo o exercício numa prática inglória. Mais, o avanço pouco sustentado de cada um dos níveis, perturba a solidez de uma ferramenta simples, pelo que importa assegurar que cada um deles é completamente conseguido.

De igual modo, se recomenda a definição de uma área para a segregação de produto não conforme ou suspeito .
Dirá o bom senso que não filtrar produtos que não respeitem os critérios de conformidade dos restantes, potencia que algum desses cheguem por fim às mãos do cliente.
Ainda assim, a simples definição desse espaço, sem a devida garantia de controlo de acesso ao mesmo e sem prever os critérios que definam as situações em que tal deva acontecer, não garante a sua implementação bem-sucedida, pelo que é necessário a garantia de controlo de acesso e a respetiva previsão de critérios.

No que diz respeito a algumas das metodologias de análise de desvios ou resolução de problemas, pretende-se orientar essa mesma resolução e não apenas que se realize com o princípio curto de cumprir procedimentos.

Metodologias como o 5W1H ou o Diagrama de Ishikawa , apresentam-se como sólidas rotinas de análise, que podem permitir encurtar o caminho da resolução dos problemas e da identificação de relações de causa-efeito. Aqui, o simples elencar de algumas questões impõe a tipificação e descrição completa do problema, muitas vezes uma das falhas mais crassas para uma análise válida. E assim, com a simples garantia de uma descrição completa do desvio ou problema detetados, a organização possibilita uma análise e resolução mais assertiva, quer sobre a falha detetada quer sobre a causa que potenciou a ocorrência.

O diagrama de Ishikawa, ao tipificar as fontes do problema permite uma aferição da área que mais contribui dentro de uma organização para resultados desviantes. Esse guia apoiado no exercício de questionar 5 vezes “porquê?” alinha as ações na direção da causa raiz, da origem primordial do problema em causa. De facto, estas metodologias surpreendem pela sua simplicidade e, conferem o que em situações análogas poderíamos definir como de bom senso .

A verdade é que as organizações estão invariavelmente saturadas,inibindo que estes exercícios de enorme potencial de crescimento e aprendizagem se aligeirem ou deixem condicionar pela atividade diária normal.
O erro ou o problema são considerados inevitavelmente apenas como perturbações ou desvios e não como momentos de diagnóstico e construção.

Processos como os focados só se estabelecem de forma plena quando enquadrados numa organização cujos processos estejam integrados e apoiados em verdadeiras práticas de melhoria contínua e constante autoanálise. Sem isso, estaremos apenas perante uma dispersão de métodos e temas sem relação ou impacto suficientes para estimular uma organização.



QUAIS OS BENEFÍCIOS DE APLICAR A METODOLOGIA LEAN NA SUA EMPRESA?
A transformação de uma empresa de acordo com a filosofia LEAN é uma mudança de mentalidades, de gestão de pessoas, de flexibilidade de processos, de eficiência organizacional,de eliminação do dispensável e de melhoria contínua.
Os princípios Lean focam na melhoria de cada aspeto dos processos de trabalho e envolvem todos os níveis de hierarquia de uma empresa.

Há algumas grandes vantagens que podem beneficiar as organizações:
- redução de desperdícios no processo produtivo;
- simplificação de processos;
- melhoria na qualidade de produtos e serviços;
- melhor aproveitamento dos recursos da empresa;
- aumento da produtividade e eficiência dos colaboradores;



Veja os resultados da aplicabilidade de metodologias que podem contribuir para melhorar a sua produtividade!

Caso real de aplicabilidade das ferramentas da Qualidade.

Resultados da aplicação da metodologia 5S.

Para saber como fazer e aplicar a melhoria na sua organização.


Data:
Julho 2019

Autor: João Novo- Q4E

Categoria: Qualidade - Lean